sábado, 12 de março de 2011

Métodos de motivação para o estudo

O professor é muitas vezes o único que pode desenvolver no aluno a essencial autoconfiança e os hábitos e métodos de estudo. A comunidade educativa exige do professor cada vez mais competências e empenho nestas áreas.

Nos países de língua inglesa existe uma longa tradição de didáctica das capacidades de estudo e de manipulação de informação. Nos Estados Unidos dos anos 50, nove em cada dez universidades tinham um curso sobre métodos de estudo destinado a melhorar o rendimento dos estudantes (Serafini, 1991).

Em pedagogia não há uma fórmula secreta para fazer com que qualquer aluno saiba aprender. Mas há alguns processos e estratégias que maximizam o rendimento escolar de determinados alunos, em determinadas situações, em determinadas matérias. Cada aluno tem as suas características e por isso necessita de um plano apropriado de incentivos e aprendizagens em métodos de estudo. Por isso, junto dos alunos o professor estuda, divulga e incentiva a utilização de diferentes métodos de estudo. O professor procura transmitir o saber e o como saber, procurando estratégias para ajudar o aluno a estudar e a saber cada vez mais.

Um aluno é mais eficiente se aprender a maximizar as suas capacidades. O mais importante é que ele consiga desenvolver a autoconfiança, o espírito crítico e a livre iniciativa.

As actividades apresentadas pretendem desenvolver capacidades e atitudes do aluno. E todas as oportunidades poderão ser válidas para consolidar esta perspectiva: O aluno aprende com o professor.

São actividades para dentro e fora da sala de aula, de modo a conduzir o aluno para a aquisição progressiva de métodos e hábitos de trabalho, eventualmente com a intervenção do Encarregado de Educação. Será dado ênfase no diálogo professor-aluno, na definição dos objectivos e de estratégias, na organização do aluno, na elaboração de esquemas e resumos pelo aluno e na resolução de problemas.

1.1 - Apresentar métodos de estudo para os alunos.

Nas primeiras aulas do ano lectivo o professor apresenta aos alunos algumas actividades, pensamentos e estratégias para que estes possam ter melhor sucesso. É lhes fornecido um pequeno texto sobre métodos de estudo.

Mas ao longo do ano o professor vai repetindo e sugerindo estratégias e actividades, para reforçar a utilização dos métodos de estudo sugeridos.

Os alunos são consciencializados de que querer estudar mais e melhor não é tarefa fácil. Podendo mesmo dizer "Estás com medo de vir a ser diferente? Descansa que será para melhor" ou ainda "Acreditas que podes ser melhor? Estou para ver!".

Cada professor tem tendência a impor aos alunos os seus métodos de trabalho. No entanto os alunos têm capacidades de estudo diferentes. O professor deve analisar os seus métodos de estudo e tentar modificar eventuais situações em que pode não beneficiar os alunos. A aula é estruturada de forma a ter diferentes estratégias para beneficiar os diferentes alunos.



1.2 - Manter a disciplina.

O professor é um líder. Para os alunos, o professor é a imagem de um ideal (positivo ou negativo), queira-se ou não.

Um objectivo do professor é favorecer um determinado modelo de conduta. Favorecer o desenvolvimento de comportamentos e uma forma de estar na vida para o aluno.

A aula deverá ser cuidadosamente planificada em todos os seus momentos. Promove-se a concentração. Quanto mais eficaz e bem organizada for uma aula, melhor vai ser o comportamento de cada aluno.

O professor assume algumas atitudes, que ao longo do ano se tornam mais ou menos flexíveis:

- mostrar-se sério nas primeiras aulas, não tendo um sorriso fácil;

- impedir ou limitar as saídas durante a aula;

- não permitir que se levantem do lugar sem que peçam autorização;

- não permitir que troquem materiais sem que peçam autorização;

- dispor os alunos em lugares fixos de modo a favorecer a cooperação e a concentração;

- quando um aluno ou o professor fala os outros escutam;

- não confundir a simpatia com o "porreirismo da silva".

Os motivos da indisciplina podem ser extrínsecos à aula , tais como problemas familiares, inserção social ou escolar, excessiva protecção dos pais, carências sociais, forte influência de ídolos violentos, etc. Nestes casos o professor pouco pode fazer. No entanto existem outras causas que resultam de disfunções entre os alunos e a escola.

Se o professor assumir uma atitude disponível mas realista, dando confiança aos alunos mas sem perder a situação e sem se mostrar inutilmente permissivo, é possível que consiga evitar alguns conflitos.

É muito importante a fase inicial do ano. Torna-se conveniente evitar o mais possível o recurso a castigos e a críticas. O professor deve assumir a atitude de quem detém um poder mas não se sabe bem quanto nem quando o vai usar. "Se um professor usa demais as mesmas armas, acaba por ficar desarmado". Não é aconselhável a censura permanente, sendo mais adequado ignorar os comportamentos incorrectos que não perturbem directamente com o desenrolar da aula.

Logo no inicio do ano o professor dá regras específicas sobre o comportamento dentro da sala de aula, principalmente se a turma se mostra muito indisciplinada. Assim, tenta-se conquistar a confiança dos alunos através de um comportamento exemplar do professor. O aluno deve ser informado que o seu comportamento reflectir-se-á na avaliação, quer positivamente, quer negativamente, tendo em consideração os objectivos gerais de ciclo. Alguns artigos de um regulamento de uma turma do ensino não superior.

a. Só deve falar uma pessoa de cada vez. Quando se pretende falar, levanta-se a mão e espera-se pela autorização do professor.

b. É o professor que orienta os trabalhos e permite a participação de todos os alunos.

c. Trazer de casa todos os materiais necessários.

d. Não perturbar os colegas com observações desnecessárias ou inadequadas.

e. Respeitar os horários das aulas, apenas faltando por motivos de força maior.

f. Não se levantar do lugar sem pedir autorização para a acção.

g. Pedir autorização para sair da sala e apenas em casos de extrema necessidade.

h. Não pregar aos colegas aquelas partidas que não gostaríamos que fizessem a nós.

i. Não distrair os colegas nem os provocar.

j. Informar o professor no início da aula sempre que não se traga material ou não tenha feito o TPC.

k. Ajudar os colegas com maiores necessidades.

l. Informar o colega de carteira, sempre que ele falta, do que se fez na aula e do TPC.

A Conversa entre os alunos pode ser outra forma de indisciplina. Os alunos falam e continuam a falar, mesmo depois do professor os chamar à atenção. Porquê esta necessidade de conversar nas aulas?

· Para relatar assuntos exteriores à sala de aula.

· Para mostrar que faz parte do grupo/turma.

· Para m ostrar oposição à autoridade do professor.

· Para esclarecer e compreender o que o professor acabou de dizer.

· Para mostrar o seu descontentamento com a disciplina e/ou o professor.

· Para não se calar

· Para . . .

Utilizam-se estratégias adequadas a cada aluno e a cada situação. A linguagem e o discurso adequados do professor são instrumentos capazes de alterar alguns comportamentos.

"O professor está a perder a autoridade!"
Que outras forma de autoridade/respeito se podem utilizar?

"É preciso que eu seja mãe, amiga ou irmã!"
Quais os papéis que o professor tem de desempenhar?

Que outras formas de autoridade/respeito se podem utilizar ?Como prevenir comportamentos indesejáveis numa aula?

Reflectir sobre as atitudes e funções do professor .
Cativar os alunos para a sua disciplina.
Observar cada aluno.
Favorecer o desenvolvimento da autoconfiança.
Fomentar o alunos e entre os alunos e o professor.respeito mútuo entre os
Discutir com os alunos o regulamento de uma turma.
Estar com atenção a duas situações simultâneas na sala de aula.
Manter ritmo de aula e suavidade na transição entre tarefas (evitando: saltos na matéria, começar uma actividade deixando-a no ar, fazer discursos e sermões, fazer demasiadas recomendações sobre a tarefa ou sobre o material).
Diferenciar a aula, indo ao encontro das necessidades dos alunos. Propondo actividades diferenciadas, utilizando linguagem diferenciada, assumindo atitudes diferenciadas.
Manter a aula activa, motivar o aluno na sala de aula através de questões dirigidas. O aluno não deverá estar passivo, mas antes sentir-se cúmplice da sua aprendizagem.
Atender aos feed-back, escutar as participações e opiniões dos alunos.
Analisar a "história" do aluno.
Conversar com o Director de Turma sobre as características da turma.
Olhar para os alunos de forma segura e confiante.
Utilizar uma linguagem audível, clara, precisa e sem hesitações.
Actuar imediatamente após detectar.
Actuar com calma e firmeza.
Quais as estratégias de remedeio/combate ?

Não há uma estratégia-padrão a aplicar perante uma atitude do aluno. Cada situação é única e irrepetível. O professor não deve ter comportamentos que induzam violência física ou moral para com os alunos. Compete ao professor conduzir o aluno de forma a que ele se sinta responsável e cooperante.

Identificar o(s) aluno(s) perturbador(es).
Dialogar fortalece a relação entre o professor e o aluno. O uso adequado da palavra reveste o professor de credibilidade e autoridade perante os alunos. O professor é o dinamizador da aula, impulsionando a acção, promovendo a aquisição do conhecimento pelos alunos, e assim, atingindo os objectivos. Utilizará uma voz equilibrada, segura, confiante e emotiva. Acompanhada de outras expressões que reforçam a mensagem e o diálogo. Pretende-se que o aluno respeite e faça respeitar os outros alunos.
Conhecer o aluno, analisar o aluno física e emocionalmente, o seu percurso escolar, o seu meio familiar, a sua relação com os outros (alunos, professores, funcionários, comunidade, ...).
Diferenciar a aula, indo ao encontro das necessidades dos alunos.
Gratificar o aluno quando ele assume boas atitudes.
Responsabilizar o aluno em causa e a turma pela atitude do aluno. É fundamental tratar o aluno como pessoa, contribuindo, sempre que possível, para a formação de uma auto-estima forte.
Ignorar o acontecimento, para não provocar repulsa por parte do aluno. Posteriormente chamá-lo à atenção.
Repreender o aluno de forma verbal em particular ou perante a turma, responsabilizando-o pelas suas atitudes.
Mudar de lugar alguns alunos, tendo em consideração o seu aproveitamento e grau de concentração.
Marcar falta de material, caso o regulamento interno das escola o permita.
Contactar com os pais, utilizando a caderneta individual do aluno. Poderão ocorrer outras formas de comunicação. A indisciplina na escola combate-se pela co-responsabilização dos professores, alunos e pais. Os pais deverão fazer corpo com os professores nesta tarefa.
Avaliar, tendo em consideração os objectivos gerais e de disciplina. Efectuar a auto-avaliação e a hetero-avaliação.
Contactar com o director de turma, regularmente, por escrito ou não. As participações disciplinares deverão ser cuidadosamente elaboradas.
Marcar falta disciplinar, mantendo o aluno na sala de aula(?) e escrever uma participação disciplinar.
Concelho de turma onde são definidas estratégias de actuação conjunta.
Reunião de professores da turma com os encarregados de educação.
Conselho de turma disciplinar.


1.3 - Efectuar as planificações tendo em atenção a turma a que se destina.

À medida que se vão conhecendo os alunos de uma turma, verificamos que existem estratégias de leccionação mais adequadas e que promovem a aquisição de conhecimentos. As estratégias das planificações a médio prazo e a curto prazo reflectem de algum modo as características da turma.



1.4 - Aplicar metodologias activas na sala de aula.

Quanto mais activa, melhor é a aprendizagem. É um principio pedagógico que acompanha o professor sempre que planifica.



1.5 - Registar sistematicamente a avaliação formativa.

O professor avalia sistematicamente os alunos. Este procedimento é feito de modo a desenvolver a responsabilidade nos alunos, promover o empenho e reconhecer a imparcialidade do professor.

No início do ano lectivo, o professor informa os alunos sobre o processo de avaliação e dos diversos parâmetros envolvidos (participação oral e escrita, assiduidade, comportamento, atitudes, trabalhos, testes, ...).

Para anotar as avaliações formativas em cada período pode ser usada uma folha A4 com uma tabela de duas entradas: nomes dos alunos na vertical; semanas na vertical. Em cada quadrícula coloca-se uma notação conveniente e com informação qualitativa, por exemplo

TPC = T / To = não fez T_ = errado T± = com incorrecções T+ = correcto

Do mesmo modo pode ser anotado outras informações: C=comportamento ; P=participação ; Q=chamada ao quadro ; V=trabalho voluntário; CD=caderno diário ; A=assiduidade ; Problema=projecto.

Os TPC propostos são sempre corrigidos na aula. Podem ser propostos para TPC alguns dos exercícios que fazem parte do plano da aula seguinte. Nessa aula o professor verifica se o fizeram.

O aluno pode e deve observar a grelha de avaliação formativa para se consciencializar do que tem sido o seu desempenho.



1.6 - Fornecer uma grelha de explicação de enunciados.

Muitas vezes os alunos não respondem a uma questão porque não compreendem o enunciado. Explicite os verbos que são utilizados mais frequentemente e apresente exemplos.



1.7 - Fornecer fichas de objectivos.

Nas primeiras aulas os alunos recebem uma ficha com os objectivos gerais desse ano de escolaridade, que foram sintetizados dos objectivos gerais de ciclo e dos objectivos gerais da disciplina. Estes objectivos referem-se aos comportamentos, atitudes, capacidades e conhecimentos que o aluno deverá ser capaz de desenvolver ou atingir nesse ano de escolaridade.

No início de cada unidade temática o professor entrega uma ficha de objectivos pré-requeridos ("Antes desta unidade aprendeste a:") e objectivos da unidade ("Nesta unidade vais aprender a:").



1.8 - Sugerir regras de saúde e de alimentação.

Sempre que oportuno, referem-se aspectos importantes da higiene e da alimentação. O professor nunca se dirige a um aluno de uma forma ameaçadora ou pondo em causa os seus hábitos. Actua diplomaticamente sem que os alunos se sintam humilhados ou sobrevalorizados.



1.9 - Dar um exemplo de um calendário de estudo.

Mostrar a importância em deixar livre algum tempo de lazer na planificação de um horário de estudo. Referir a adequada distribuição do tempo pelas disciplinas, lembrando que não se deve deixar para o fim do estudo as disciplinas em que se tem maiores dificuldades.

Ter especial atenção com os "desperdícios" de tempo.



1.10 - Sugerir métodos de organização do espaço e da informação.

Mostrar como se deve organizar um dossier. No 3º ciclo o professor pode pedir aos alunos para trazer o caderno diário. Depois de analisado, acrescentam-se os comentários oportunos.

Os ruídos da TV ou da rádio podem ser perturbantes para uns e não o ser para outros. O importante é que cada aluno consiga concentrar-se. É necessário que o espaço tenha pelo menos uma mesa larga, uma estante ou prateleiras (nem que sejam com tijolos e tábuas) e um bom candeeiro. A mesa está colocada de forma a que o aluno não se distraia facilmente com o que se passa para lá da janela ou da porta. As coisas mais necessárias devem estar próximas da mesa, tais como canetas, dicionários e cadernos.

É na sala de aula que o professor intervém mais eficazmente para promover condições e vontade de aprender. Nada deve ser deixado ao acaso na planificação de uma aula. Quanto melhor for a planificação, melhor será a aprendizagem.

Para o professor melhorar o seu desempenho na aula, poderá solicitar ao delegado da disciplina, ou a outro professor, para observar a sua aula. Há pormenores que só os outros conseguem descobrir. No entanto, poderá optar por outra forma de observação, utilizando gravadores audio ou video que serão analisados mais tarde.

Muitos alunos apenas estudam na sala de aula. Os seus métodos de estudo estão reduzidos ao essencial (por diversos factores). A aula deverá ser o local privilegiado para a aprendizagem.

Promover o diálogo.

Quando um aluno diz que não compreende, repita por outras palavras. Ou talvez, apresente um exemplo ou um contra-exemplo. Não é conveniente estar a repetir o que já antes tinha dito. Talvez seja boa ideia perguntar ao aluno qual a parte ou raciocínio que não compreendeu. E depois explicar apenas a parte em que o aluno tinha dificuldades.

Idealmente o ensino da matemática propõe "venham, vamos raciocinar em conjunto". Mas muitas vezes, o que se sai da boca do professor é "oiçam, digo-lhes que é assim".

O professor pretende expor cuidadosamente o processo de resolução de problemas. Pode utilizar o método heurístico de Polya, questionando sucessivamente os alunos até eles conseguirem resolver o problema. Ou seja, questionar conduzindo o aluno à compreensão do assunto. Cada questão é construída de modo que o aluno saiba facilmente responder. No final, as conclusões são apresentadas. O professor pode apresentar falsas pistas para a resolução de exercícios, ou ao tirar dúvidas, para que os alunos verifiquem que são erradas.

As questões são explicitas, concisas e completas em termos gramaticais. Evitam-se frases do tipo "O que achas?", "A solução?", "Onde é?" ou "Este lado é a ..."

De uma forma hábil e imparcial, o professor questiona um por um todos os alunos regularmente. Não são privilegiados os "bons" alunos nem os "maus alunos no que se refere ao número de perguntas, ao tempo de espera, aos elogios ou às críticas.

Estudar o seu método de ensino.

O estilo do professor deverá estar entre o ensino tradicional e o ensino liberal, assumindo características do professor-companheiro ou do professor-experimentador ou ainda do professor-director. O professor pode adoptar algumas

variáveis para tornar mais eficaz a aula:

Velocidade de exposição;
Redundâncias na exposição;
Exemplos múltiplos;
Variações de voz;
5. Cuidados em apontar analogias;
6. Questionamento individual ou colectivo;
7. Quadro;
8. Suportes visuais ou audiovisuais.
Na aula poderão ser desenvolvidas algumas estratégias que incentivam o estudo dos alunos.

Leitura Orientada

Sem avisar, o aluno lê um texto que desconhecia, acompanhado por actividades.

Ensino Mútuo

Os alunos mais diligentes ou disponíveis podem auxiliar o trabalho do professor ajudando regularmente os colegas com mais dificuldades. O ensino mútuo também pode ser aplicado a alunos com igual nível de aproveitamento, alternando os papéis.

Aulas Dadas Pelos Alunos

Um aluno dá uma parte (ou toda) a aula sobre um tema previamente seleccionado. O professor indicará algumas sugestões de modo a maximizar o desempenho dos alunos. Ou ainda pode ser que um aluno dê uma aula a outra turma do mesmo nível ou de outro nível anterior.

Trabalho de grupo

Consiste num trabalho de pesquisa, divulgação ou resolução de problemas. O grupo tem três ou quatro elementos e constitui-se espontaneamente ou por indicação do professor ( a sua intervenção permite a criação de grupos equilibrados com "bons" e "maus" alunos).

Inicialmente o professor apresenta as características do trabalho de modo que os grupos fiquem com uma ideia clara do que se pretende. Durante o trabalho, o professor circula entre os grupos certificando-se dos seus desempenhos.

Discussão Livre (Brainstorming) e Discussão Regulamentada

A discussão livre é uma técnica de debate orientada para a produção de ideias em que cada participante expõe em voz alta todas as observações e todas as ideias que lhe vierem instintivamente à cabeça. Vão sendo apresentadas novas ideias ou partindo das ideias já apresentadas, respeitando sempre os outros e as suas intervenções. O professor poderá apresentar o tema para debate e permite que todos se manifestem.

A discussão regulamentada é uma forma de debate em que está prevista a existência de moderador. A este compete-lhe dar início à discussão, regular o debate, criar um bom clima, ajudar a tomar decisões e elaborar um relatório final.

Realização de Projecto

Um projecto consiste na recolha de informações, organização, sistematização e apresentação do trabalho. A apresentação poderá ser feita utilizando os mais diversos materiais e ser oral, escrita, video, etc.

O professor avalia o projecto a nível cientifico, pedagógico, criativo e qualidade de apresentação.

Conheça toda a matéria: http://www.prof2000.pt/users/folhalcino/formar/incentiv/incmetestud.html
texto de Alcino Simões

Grêmio Estudantil

O que é o Grêmio Estudantil?

O Grêmio é a organização que representa os interesses dos estudantes na escola. Ele permite que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de ação tanto no próprio ambiente escolar como na comunidade. O Grêmio é também um importante espaço de aprendizagem, cidadania, convivência, responsabilidade e de luta por direitos.

Objetivos

Por isso, é importante deixar claro que um de seus principais objetivos é contribuir para aumentar a participação dos alunos nas atividades de sua escola, organizando campeonatos, palestras, projetos e discussões, fazendo com que eles tenham voz ativa e participem – junto com pais, funcionários, professores, coordenadores e diretores – da programação e da construção das regras dentro da escola.

Para resumir: um Grêmio Estudantil pode fazer muitas coisas, desde organizar festas nos finais de semana até exigir melhorias na qualidade do ensino. Ele tem o potencial de integrar mais os alunos entre si, com toda a escola e com a comunidade.


FAÇA PARTE!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Desfile de 7 de Setembro

Diretora e Professoras:

Vice e Professoras:

Alunos:







Correios abre inscrições para o 40º Concurso Internacional de Redação de Cartas

Os Correios abriram, na ultima segunda-feira (14), as inscrições para o 40º Concurso Internacional de Redação de Cartas, promovido pela União Postal Universal (UPU) em mais de 190 países. Neste ano, o tema do concurso é “Imagine que você é uma árvore em uma floresta. Escreva uma carta a alguém para explicar-lhe porque é importante proteger as florestas”. A redação deve conter o mínimo de 500 e máximo de 800 palavras, ser escrita de próprio punho, em forma de carta (começar por uma saudação, incluir o endereço do remetente e terminar com uma fórmula de cortesia e assinatura).

Podem participar, por meio de suas escolas, estudantes até 15 anos da rede pública e privada de ensino. As inscrições, que estarão abertas de 14 de fevereiro a 25 de março, só serão aceitas se feitas pelas instituições de ensino. Após seleção interna, cada escola pode inscrever no máximo duas redações.

As redações serão selecionadas de acordo com os seguintes critérios: coerência com o tema proposto; originalidade; criatividade; idéias expressas; vocabulário; compatibilidade entre a idade, grau de maturidade e série cursada pelo aluno.

O objetivo do Concurso é desenvolver a habilidade de composição dos jovens, contribuir para o estreitamento das relações de amizade internacionais e aprimorar a comunicação por meio da escrita, além de viabilizar a interação dos Correios com a comunidade e a prática da responsabilidade social empresarial com foco na educação.

No Brasil, serão realizadas duas fases: estadual e nacional. Na estadual, serão premiadas as três melhores redações de cada Diretoria Regional dos Correios. O primeiro colocado desta fase receberá um notebook, enquanto o segundo e o terceiro colocados ganharão um aparelho de som portátil, com CD/DVD, MP3 e rádio AM/FM.

O primeiro colocado de cada Diretoria Regional irá concorrer à fase nacional. O vencedor desta fase receberá uma TV de LED 32 polegadas, troféu e certificado na cerimônia de comemoração do Dia Mundial dos Correios, dia 7 de outubro, em Brasília. Além disso, irá representar o Brasil na fase internacional em Berna, na Suíça.

Tanto na fase estadual como na nacional, os prêmios serão concedidos aos alunos vencedores e às suas escolas. Já os três primeiros colocados da fase internacional receberão medalhas de ouro, prata e bronze, cunhadas pela Secretaria Internacional, e terão o nome publicado na revista da União Postal Universal (UPU).

Em 2010, o concurso contou com a participação de mais de seis mil estudantes brasileiros. A vencedora da fase nacional foi a estudante Amanda Caroline Gomes, de Boa Vista, Roraima. O regulamento completo do concurso está disponível na página dos Correios na internet (www.correios.com.br).

sábado, 28 de novembro de 2009

Benefícios da Coleta seletiva

Papel:
A cada 28 toneladas de papel reciclado evita-se o corte de 1 hectare de fl oresta (1 tonelada evita o corte de 30 ou mais árvores);

A produção de uma tonelada de papel novo consome de 50 a 60 eucaliptos, 100 mil litros de água e 5 mil KW/h de energia. Já uma tonelada de papel reciclado consome 1.200 Kg de papel velho, 2 millitros de água e 1.000 a 2.500 KW/h de energia;
A produção de papel reciclado dispensa processos químicos e evita a poluição ambiental: reduz em 74% os poluentes liberados no ar e em 35% os despejados na água, além de poupar árvores;

A reciclagem de uma tonelada de jornais evita a emissão de 2,5 toneladas de dióxido de carbono naatmosfera;

O papel jornal produzido a partir das aparas requer 25% a 60% menos energia elétrica do que a necessária para obter papel da polpa da madeira.



Metais:
A reciclagem de 1 tonelada de aço economiza 1.140 Kg de minério de ferro, 155 Kg de carvão e 18 Kgde cal;

Na reciclagem de 1 tonelada de alumínio economiza-se 95% de energia (são 17.600 kwh para fabricar alumínio a partir de matéria-prima virgem, contra 750 kwh a partir de alumínio reciclado) e 5 toneladas de bauxita, além de evitar a poluição causada pelo processo convencional, reduzindo 85% da poluição do ar e 76% do consumo de água;

Uma tonelada de latinhas de alumínio, quando recicladas, economiza 200 metros cúbicos de aterros sanitários;

Vale lembrar que que 96% das latas no Brasil são recicladas, superando os índices de países como o Japão, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal. Entretanto, este número pode chegar próximo a 100% dependendo de suas atitudes!



Vidro:

O vidro é 100% reciclável, portanto não é lixo: 1 kg de vidro reciclado produz 1 kg de vidro novo;
As propriedades do vidro se mantêm mesmo depois de sucessivos processos de reciclagem, ao contráriodo papel, que vai perdendo qualidade ao longo de algumas reciclagens;

O vidro não se degrada facilmente, então não deve ser despejado no solo;O vidro, em seu processo de reciclagem, requer menos temperatura para ser fundido, economizando aproximadamente 70% de energia e permitindo maior durabilidade dos fornos;

Uma tonelada de vidro reciclado evita a extração de 1,3 tonelada de areia, economiza 22% no consumo de barrilha (material importado) e 50% no consumo de água.




Plásticos:

Todos os plásticos são derivados do petróleo, um recurso natural não renovável e altamente poluente;
A reciclagem do plástico economiza até 90% de energia e gera mão-de-obra pela implantação de pequenas e médias indústrias;

100 toneladas de plástico reciclado evitam a extração de 1 tonelada de petróleo.



(+ informações:http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/pegada_ecologica/)

Utilização dos recursos do planeta por região e países

Dados mais recentes demonstram que estamos utilizando cerca de 25 % a mais do que o que temos disponível em recursos naturais, ou seja, precisamos de um planeta e mais um quarto dele para sustentar nosso estilo de vida atual.

Podemos dizer que esta é uma forma irracional de exploração da natureza, que gera o esgotamento do capital natural mais rápido do que sua capacidade de renovação.
Esta situação não pode perdurar, pois, desta forma, enfrentaremos em breve uma profunda crise socioambiental e uma disputa por recursos.



Outro grave efeito da excessiva exploração da natureza é a perda acelerada da biodiversidade, ou seja, o desaparecimento ou declínio do número de populações de espécies de plantas e animais.

A perda da biodiversidade verificada entre os anos de 1970 e 2000, cerca de 35%, somente é comparável a eventos de extinção em massa ocorridos apenas quatro ou cinco vezes durante bilhões de anos da história da Terra. Todos eles causados por desastres naturais e jamais pelo ser humano, como agora.



Teoricamente, 1.8 hectare é a média de área disponível por pessoa*, no planeta, de modo a garantir a sustentabilidade da vida na terra. Isto equivale a uma área pouco menor do que a de dois campos de futebol.

Entretanto, desde de 1999, a média de consumo por pessoa no mundo é de 2.2 hectares, cerca de 25% a mais do que o planeta pode suportar. Estamos em estado de alerta total!

*Considerando uma população mundial de 6 bilhões de pessoas (2004).


(+ informações:http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/pegada_ecologica/)

domingo, 22 de novembro de 2009

Qual a relação entre o seu cotidiano e o meio ambiente?

Água:

Todos os dias você escova os dentes, toma banho, lava as mãos, faz comida, lava a louça e a roupa, utiliza a descarga. Você já pensou o quanto tudo isso consome de água por dia?

Para passar das conjecturas aos dados, verifique em sua conta o total de metros cúbicos mensais e divida esse total por 30 dias e pelo número de pessoas que moram na sua casa. Assim, você terá a sua média individual diária calculada.

Somos hoje 6 bilhões de habitantes no planeta, com um consumo médio diário de 40 litros de água por pessoa.

Um europeu gasta de 140 a 200 litros por dia, um norte-americano, de 200 a 250 litros, enquanto em algumas regiões da África há somente 15 litros de água disponíveis a cada dia para cada morador.

Segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o consumo médio diário por habitante da cidade de São Paulo é de 200 litros de água, considerado altíssimo.

Há grande desperdício, isto é, os paulistanos deixam uma pegada ecológica excessiva, no que se refere à água. Certamente é possível melhorar muito!

Energia elétrica:

Diariamente, você faz funcionar luzes e eletrodomésticos como chuveiros, computadores, liquidifi cadores etc. Também ouve música ou notícias no rádio, assiste a programas de TV, lava e seca roupas em máquinas, usa elevadores, escadas rolantes, climatização de ambientes (ar condicionado ou aquecedores). Você já pensou em quanta Natureza é preciso “empregar” para fazer tudo isso funcionar?

No Brasil a maior parte da energia elétrica consumida é produzida por hidroelétricas, que exigem, para seu funcionamento, a construção de grandes barragens. Assim, com o aumento de consumo e a decorrente necessidade de produzir cada vez mais energia elétrica, torna-se necessário represar mais rios e inundar mais áreas, reduzindo as florestas, impactando a vida de milhares de outros seres vivos, retirando comunidades de suas terras e alterando os climas locais e regionais como aumento das superfícies de evaporação.

Alimentação:
Atualmente, muitas pessoas comem mais do que o necessário. É o que mostram os altos índices de obesidade no mundo, principalmente nas nações mais desenvolvidas. Mas comer em grande quantidade não garante uma boa saúde, pelo contrário.

A alimentação é um item muito importante da nossa qualidade de vida, mas, além disso, uma dieta natural e equilibrada é bastante favorável à preservação dos ambientes.

O consumo de alimentos orgânicos ou naturais ajuda a diminuir o uso de agrotóxicos e o equilíbrio alimentar leva a uma exploração menos irracional dos recursos do planeta, reduzindo, em muitos aspectos, nossas pegadas. Lembre-se de que não faltam alimentos no mundo e sim uma distribuição mais justa.

Consumo e descarte:
Quanto mais consumimos, mais lixo produzimos. Os resíduos naturais, ou matéria orgânica, podem ser inteiramente absorvidos e reutilizados pela Natureza, mas o tipo de resíduos que nossa civilização produz nos dias de hoje, especialmente os plásticos, não podem ser eliminados da mesma forma.

Eles levam milhares de anos para se desfazer no ambiente. Você já mediu quanto você, sua família ou seu grupo de trabalho produzem de lixo por dia? A média nos grandes centros urbanos é de 1kg por pessoa. É muito lixo!

Mas você pode contribuir bastante se separar os materiais descartados. Comece separando o lixo entre seco (reciclável) e o úmido (orgânico). Você irá observar que o peso do seco é pequeno, porém seu volume é enorme.

Já o lixo úmido, ocupa menos espaço, porém é bastante pesado. Parte do lixo seco pode ser encaminhado para a reciclagem e o lixo orgânico, por sua vez, pode ser destinado à compostagem. Esta atitude pode ser difícil no início, pois é necessário envolver todos que estão à sua volta, mas se você tem vontade de fazer algo que realmente contribua com a preservação do nosso planeta, continue tentando e implante a coleta seletiva.

Transporte:


Quanto você se desloca por dia? De que forma: carro, ônibus, trem, metrô, a pé ou de bicicleta? A maioria dos meios de transporte que utilizamos em nosso cotidiano utilizam combustíveis fósseis, ou seja, não renováveis. Esta fonte energética que vem do petróleo, do carvão e do gás natural polui o ar, principalmente nos grandes centros urbanos, devido à enorme quantidade de automóveis.

Hoje em dia, a ciência e a sociedade civil têm pressionado o poder público e a iniciativa privada na busca de soluções para a poluição. Este enorme problema agrava o aquecimento global e ocasiona o aumento de doenças respiratórias.

Por isso, um transporte sustentável tem de utilizar eficazmente a energia, ou seja, transportar o máximo de carga possível gastando o mínimo de combustível.

Daí a importância de se utilizar o transporte coletivo e de se oferecer carona
sempre que possível. Andar de bicicleta e fazer pequenos trechos a pé, também ajuda a reduzir sua pegada.


Fonte:http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/pegada_ecologica/

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